sexta-feira, 24 de abril de 2009

Parque Ecológico em Duartina

Dia 12 de abril, Páscoa, conheci um lugar novo.
Eu que saí de casa para passar o feriado em Duartina/SP achando que ia ser a mesma coisa de sempre, me surpreendi.
Além de conhecer o museu da cidade, coisa que muito nativo nunca viu, fui levada durante as últimas horas de permanência em Duartina a um lugar novo e inusitado.
O Eco Parque virou ponto de encontro da população.
Com uma represa onde a pesca é liberada, o parque possui um passarelas, belos jardins e lixeira para coleta seletiva.
Além disso, existem quiosques onde lanches e bebidas são vendidos aos visitantes, com mesinhas e bancos de madeira.
Fiquei surpresa ao ser informada que, para a inauguração do local, foi convidado o cantor (e ator) sertanejo Daniel. No Reveillon eles fazem queima de fogos à beira d'água.
O parque fica ao lado da avenida de acesso ao núcleo José Sebastião Pupo, e seu único problema é ficar tão colado ao cemitério municipal.
Porém, ao atravessar o parque sentido bairro, você pode visitar também a praça em homenagem à imigração japonesa.

Não deixe de visitar meu último post no blog da Ecotur.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

De noite, na cama...

Então me diz?
O que faz uma pessoa solteira, sem ter com quem dividir a cama (logo, sem diversão autêntica), sem carro para dar uma volta, às 22h, sem nada para assistir na tv aberta, sem nenhum filme para ver no dvd, sem tv a cabo, e sem internet?
O que fazer quando todos os livros da prateleira já foram lidos, e toda as revistas folheadas de frente para trás e de trás para frente?
A vida moderna nas cidades (grades ou não) é desse jeito.Se você não tem tv a cabo, não tem nada.
Essa sou eu hoje. Novela ruim em dois canais, futebol em outros dois. Tv da sala sem sinal de canal nenum além desses quatro.Ligo o notebook, em busca de quem sabe passar a noite vendo videos no Youtube ou bater papo com algum amigo que, talvez, eu não vejo há algum tempo (pessoalmente ou interneticamente).
Abro o internet explorer e cadê?Nada...Tenta o F5...Nada...Olho o modem, todas as luzes acesas... "não pode ser a internet. Vou jogar o notebook na parede!" - Isso é o misto de irritação da vontade de comer um frango à passarinho à beira do mar tomando uma gelada, com a dor de cabeça, com o cansaço do dia longo de trabalho, com a falta de coisa para fazer.
Desligo o modem. Quando religo, a luz de sinal externo (do Speedy mesmo) simplesmente fica vermelha. Tento de novo. De novo vermelha.Pego o telefone, disco 103-tu-tu-tu-tu-tu...
10215 - "Boa noite, bem vindo ao 1-0-2. Você também..." delisgo.
- Paaaaaaaai, vê aí na conta telefônica o número da Central de Relacionamento!
- É 10315.
- Num tá funcionando, não tem 0800?
- Não.
1 0 3 - tu-tu-tu-tu-tu...
- Pooooooooorraaaaaaaaa (quem nunca falou um palavrão, que atire a primeira pedra)!! Não dá nem para terminar de discar!
Maravilhas da vida moderna. Faço aquela cara de olhos semicerrados, lábios apertados de raiva, pego um livro que já li, subo ao meu quarto...
E resolvo escrever esse post de desabafo contra essa MULTINACIONAL prestadora (se é que presta pra alguma coisa) de serviços que é a Telefonica, com a sensação de não poder fazer nada porque a Net sequer cabeou minha rua.
Embora a Net também não seja lá grandes coisas.
Posto offline, guardo para quando o Speedy funcionar.
8 de abril de 2009 - 22h50

PS: 23h20 - religo o modem, as luzes reacendem, ficam verdes e agora eu tenho o que assistir na TV. Faço aquela cara de novo. ¬¬

Conto de Fadas para Mulheres do Século 21

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse: -Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito, mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: 'Nem fo...den...do!'.

(Luís Fernando Veríssimo).